Marilene Hannud

Estilista entrou no mercado da moda há 30 anos, formada pela Faculdade Esmod de Paris, escritora do livro Mulher dos 15 aos 70 anos que conta a trajetória da vida da mulher através da moda.

Atualmente atua como Consultora de Moda e Assessoria de Imagem.

Moda e a maneira certa de se vestir

As transparências tomaram conta dos lançamentos na ultima década. Para mim, foi uma espécie de reação natural aos anos de malhação e dedicação das mulheres nas academias de ginástica. Tudo faz sentido, contudo. De que adianta passar horas a fio se exercitando se não for para mostrar o resultado desse sacrifício? Na verdade, os estilistas apenas seguiram a tendência natural das coisas.

Aquelas mulheres esqueléticas aos poucos perdem o brilho de outrora, dando lugar àquelas com contornos mais arredondados e femininos. O busto está em alta de novo e a lingerie nunca foi tão sofisticada quanto agora. Para ter uma ideia, é possível encontrar por aí jogos de lingerie que custam mais que um vestido de festa.

A transparência está voltando com força nas passarelas mundiais

Hoje, a sensualidade e o sexo são inegavelmente assuntos do dia. Nas revistas femininas, por exemplo, é comum encontrar reportagens que valorizam o prazer, em que a mulher despida ainda é um dos pontos básicos de muitas peças publicitárias.

A velocidade que internet e o mundo digital trouxeram para a sociedade tornou difícil prever o que vai ser da moda agora. Imagina, então, amanhã? Ainda bem, contudo, que tendência do preto parece declinar, assim como a aclamação das chamadas “viúvas sicilianas“, que só se vestiam nessa cor. Graças a Deus isso parece ser passado e, na verdade, essa “moda” nada mais é do que um exemplo de falta total de imaginação e criatividade para se vestir.

Chanel dizia que a mulher precisa ter um armário inteligente*

Há ainda outro ponto importante ligado à moda atual que merece ser debatido. As peças prontas fazem com que a qualidade das roupas caia muito. Em paralelo, a importação de roupas e tecidos de má qualidade faz decair a confecção brasileira. Uma coisa é importante deixar claro: prêt-à-porter significa “pronto para usar“ e não “confecção mal feita”. A moda atual parece muito apegada ao consumo imediato e acaba deixando um pouco de lado a qualidade, o que é um erro grave. Isso fez com que peças de carregação acabassem tendo destaque nas vitrines dos shoppings centers.

Roupa nos dias atuais é quase um produto descartável. Não há mais a preocupação de se guardar uma boa peça de vestuário de um ano para outro. Ao mesmo tempo, os closets estão cada dia menores, o que torna a falta de espaço uma grande preocupação para as mulheres com estilo. Muita gente está alugando boxes para não se desfazer do que ainda pretende usar.


Muitas marcas mostram que prêt-à-porter não é roupa descartável*

Infelizmente, este fenômeno é bem brasileiro. Os europeus, econômicos por natureza, e os norte-americanos, que sabem se valorizar, não tem esse tipo de comportamento. Pelo contrário, eles compram peças de qualidade e não em quantidade. Mais ainda, preferem combinar as peças básicas de um ano para outro. Com isso, as roupas não desbotam, não deformam e duram muito mais.

Chanel sempre dizia que uma mulher elegante não tem o armário cheio de peças de roupas, mas um guarda-roupa inteligente, que combina entre si poucas peças. O jeans acompanhado de camiseta pode parecer básico para as compras no mercado, ou mesmo para um final de semana no sítio, mas o uso excessivo dessa dupla revela falta de imaginação e, principalmente, de autoestima. Pegar a primeira peça de roupa e vestir sem nem olhar é um sinal de que a pessoa não se acha digna de ficar bonita e elegante. Hoje, temos vários livros e cursos para valorização da imagem e do estilo.


Cores e mais cores marcam os desfiles da Dolce & Gabbana* 

Tentar ser chique hoje não significa ter medo de se enfeitar, mas criar um estilo adequado para cada situação. Sei que muitas pessoas têm dificuldades nisso, por isso estão no mercado e no mundo digital um número grande de profissionais de moda prontos para passar uma orientação. Quando temos problemas de saúde procuramos um médico, não é? Com a moda, por que as pessoas ainda são tão resistentes em pedir auxílio? Por que será? Atores, atrizes e músicos de sucesso, por exemplo, não hesitam em usar este tipo de profissionais. Vai ver que eles reconhecem a importância da imagem e do estilo para suas vidas.

O problema desta década, portanto, está muito mais ligado a uma questão de comportamento do que propriamente elegância. Como estamos na época do “pode tudo”, há muita confusão quando o assunto é roupa. Gente, elegância é um conjunto de requisitos, não um vestido de grife.

BIS – Beleza, Inspiração e Simplicidade.

* as fotos são reprodução de internet


Marilene Hannud

Meio século de vida!

Que horror! Eu já tenho mais de meio século de vida! Olhando por este prisma, vendo meu reflexo no espelho, posso dizer que a mulher de 10 anos atrás é ate mais bonita. Mas será mesmo? A verdade é que, no frigir dos ovos, idade é realmente uma questão de estado de espírito.

Tem muita gente por aí com menos de 40 pensando que o mundo acabou. Calma, muita calma nessa hora! Com os avanços da medicina, ouve-se por aí que os 60 são os novos 40 – e, acredite, é verdade. Ainda há muita coisa para se viver, começar e realizar depois dos 60. Personalidades como as atrizes Irene Ravache e Meryl Streep, bem como a ícone da moda Costanza Pascolato, todas ainda na ativa e com grande destaque em suas vidas profissionais, mostram isso. A verdade é que elas matam de inveja muitas dessas “menininhas” de 40 anos!!

Contanza Pascolato: admirada e ícone da moda no País

Passar dos 50 ou 60, hoje, já não é mais drama. Há mulheres de sucesso que estão nesta faixa etária. Mas não precisa ir muito longe. Numa visita à academia você já encontra mulheres fortes, cheias de saúde, que acompanham os mais jovens nos exercícios. No parque ou na praia é a mesma coisa: tem sempre uma mulher com mais idade que te ultrapassa na pista de corrida em uma velocidade incrível. Estão, portanto, completamente afastadas daquele estereotipo das vovós que faziam tricô ou crochê sentadas na cadeira de balanço da casa.

As mulheres vitoriosas a que me refiro não só continuam firme e forte no mercado de trabalho, como também retornam à faculdade. São ativas e pensam em se manter assim por mais 30 anos, sempre procurando estar antenada às novidades a abertas a conhecer o novo.

As mulheres acima de 50 também gerem seus próprios negócios, muitas vezes inaugurados quando ainda tinham 40 anos ou até um pouco mais, o que lhes permitiu optar por uma ocupação que realmente lhes agradava. Essas mulheres são atuais, sabem usar tecnologias e inovações, estão sempre ligadas ao que esta acontecendo ao redor e nem pesam que já são avós ou não.

Grande atriz, Irene Ravache continua ativa na TV

Suas lojas, em geral, refletem seu espírito. Se curtem moda, trabalham com roupas, lingerie ou cosméticos. Se prezam por uma casa bonita, preferem atuar com decoração, artigos do lar para presentes ou jardinagens. Se gostam do setor de alimentos, normalmente trabalham com doces, salgados, comidas saudáveis ou buffets. As escolhas são muitas e o trabalho incansável.

A principal vantagem de empreender nessa faixa etária é que, a esta altura da vida, elas podem e sabem delegar poderes com muita mais facilidade para sair de férias e curtir mais a vida. Então, dos 50 em diante, ainda há muito ser feito profissionalmente também. E energia não falta, basta combater a preguiça.

Meryl Streep é uma diva do cinema

Eu, por exemplo, retornei ao mercado trabalhando com moda após meus dois filhos estarem com quatro e cinco anos. Já estava com na casa dos 40 e foi a uma ação bem pensada. Não queria mais ficar em casa vendo o tempo passar. Foi o ápice da minha carreira, com muitas criações, desfiles, viagem de pesquisa e sucesso.

A vida é um mar de oportunidades. Quanto mais alinhadas com nosso sentindo de vida e objetivos, mais produtivas e felizes seremos nesta fase da vida. Esse é o segredo!

Bis! Beleza, Inspiração e Simplicidade.

Marilene Hannud é estilista e consultora de moda


O grande encontro com o seu estilo

Eu não acredito em mulheres feias, sinceramente. Sempre pode existir um aspecto a ser explorado em cada uma delas, independentemente do estilo, biotipo ou corte de cabelo, por exemplo. Na verdade, o que há são mulheres mal produzidas, e essas escolhas erradas nada mais são do que falta de conhecimentos sobre o que, de fato, combina com o seu corpo.

Nem todo mundo é como uma Claudia Raia, Luiza Brunet, Gisele Bündchen ou uma Betty Lago. Ainda assim, mesmo uma mulher considerada feia pode melhorar – e muito – seu visual se reunir atributos como leveza de espírito, simpatia, ternura, bom astral e carisma.

Betty Lago teve grande destaque nas passarelas (foto: Mario Testino)

Pessoalmente, conheço uma mulher que é um pouco acima do peso, mas quando está com a gente é leve como uma pluma. Ela tem uma leveza espiritual enorme e uma simpatia contagiante. É ainda uma pessoa muito doce no trato e, por conta disso, nem reparamos muito em seus quilinhos a mais. Considero-a muito bonita.

Se uma mulher que não for um primor de beleza se olhar no espelho verá que ninguém é completamente feio, assim como ninguém é inteiramente lindo. Olhos bonitos, por exemplo, podem se evidenciados com rímel e sombra. Cabelos podem melhorar muito, assim como os dentes – basta ver os avanços da ortodontia. Orelhas de abano, queixo duplo, olheiras... tudo tem conserto atualmente. E o melhor: todo esse conjunto de coisas pode ser melhorado a qualquer momento, em qualquer idade.

A mulher perfeita é Gisele Bündchen, sinônimo de beleza e classe

Postura também é outra coisa muito importante e que pode ser facilmente corrigida. Uma mulher com tendência a manter os ombros encurvados, por exemplo, poderá se tornar mais interessante se modificar sua postura.

As roupas merecem atenção especial. O principal segredo é impedir que os trajes acentuem o que é preciso esconder. Bumbum grande não deve ser evidenciado com calça justa, por exemplo. O busto grande deve estar em um sutiã adequado, assim como joanetes devem permanecer escondidos em sapatos fechados. Existem muitos truques que podem ser usados para transformar uma sardenta em uma mulher muito interessante; uma gordinha em alguém extremamente elegante; ou mesmo uma baixinha em uma mulher charmosa. Para isso, é preciso estudar o tipo físico de cada uma e realçar aquilo que ela tem de melhor.

Poderosa e bonita, Claudia Raia brilha no teatro, no cinema e na televisão


Ainda assim, nem sempre é fácil. Antes de tudo, a própria pessoa precisa estar aberta a fazer experimentações para chegar a novas descobertas sobre seu estilo. Um profissional de moda pode ajudar nisso, auxiliando a valorizar a imagem e dar um look diferente e despojado que se encaixe melhor no seu perfil.

* As fotos de Gisele Bündchen e Claudia Raia foram retiradas dos perfis de Instagram das duas.

BIS!
Beleza, Inspiração e Simplicidade!

Marilene Hannud é estilista e consultora de moda










Fique de olho no seu estilo!!

Na moda, fala-se tanto em estilo. Mas, afinal, o que é estilo?

De uma maneira bastante simplista, podemos dizer que é a maneira como cada pessoa se apresenta. Por consequência, o estilo reflete a identidade de cada pessoa em cada uma de suas escolhas: roupas, cabelos, acessórios, maquiagem e gestos, bem como nos modos de agir, de falar, de se comportar, de ser, enfim, de viver.


Assim, em qualquer ocasião, cada pessoa transmite uma imagem que os outros vão identificar na hora e, a partir daí, percebem quem é esta pessoa. Então, pode-se dizer que quem sabe se vestir de acordo com o seu corpo, sua maneira de ser e de viver e age em harmonia com tudo isso é uma pessoa com estilo.

Quando o estilo é agradável de ver, ouvir e falar, esta pessoa vai ser sempre lembrada e reconhecida pelo seu visual característico, pela sua personalidade marcante e, claro, pelo seu estilo. Construí o meu ao longo dos últimos 40 anos, sempre em contato direto com as tendências moda, seja como estilista ou como consultora.




A construção da imagem pessoal faz parte do seu estilo e deve acontecer no dia a dia. Ao mesmo tempo, não pode ser um esforço fingido, mas algo que flui espontaneamente. Investir na imagem pessoal vale a pena e, acredite, pode nos levar muito mais longe do que imaginamos, pois aquela velha máxima nunca deixará de existir: a primeira impressão é a que fica. É bem verdade que esse momento pode durar apenas 10 segundos, mas ele é capaz de estabelecer pontes ou barreiras com pessoas chaves em nossas vidas.

A sua imagem pessoal é um processo de valorização que permite a cada pessoa transformar a sua imagem de acordo com o seu estilo, personalidade e objetivos. Em nível pessoal, o processo de consultoria é personalizado e envolve um programa completo de assessoria de imagem.




Nos próximos posts darei alguns insights sobre como você pode montar o seu estilo. Veja mais na próxima semana.

Beijos em todos! 

Beleza, Inspiração e Simplicidade.

Marilene Hannud



Perfeição é o Pior Inimigo da Realização



Texto extraído de: Amanda Debolni

À primeira vista pode parecer bem estranho dizer que a perfeição é o pior inimigo da realização.

Mas pense bem.  Muitas vezes, procuramos tanto a perfeição que não conseguimos realizar nada do que estávamos nos propondo.
Conheci pessoas que tinham tanto a mostrar e a fazer, a realizar e, na eterna busca da perfeição, nada fizeram.  Passaram a vida buscando o ideal e nunca chegaram a ponto algum – porque nunca nada estava perfeito o suficiente.

Só que a perfeição não existe.  Existe uma meta de trabalho, e vencemos, crescemos e realizamos a cada etapa e a cada desafio.  Mas o próprio conceito de perfeição é perigoso – é como o conceito da beleza perfeita, das capas de revistas de moda.  É irreal.

Perfeição é um conceito subjetivo. O que é perfeito para um não é necessariamente perfeito para o outro.

Na prática, temos que nos atrever um pouco, nos soltarmos, mostrar o que sabemos, e principalmente, estarmos prontos para as críticas, o que nos ajuda a chegar a um ponto de relativa perfeição, que sempre buscamos naquilo que desejamos mostrar ao mundo, ou melhor, ao mundo que nos rodeia.

E nessa busca vamos aprendendo cada vez mais – e assim, cada vez mais, tentando encontrar o caminho mais próximo da perfeição dentro das nossas limitações e dos desafios que se apresentam.

A realização de cada um depende de raízes intrínsecas, de hábitos antigos, de proporções adequadas.
Mas na verdade, esperar a perfeição o tempo todo para que possamos realizar algo, é atraso de vida.  É impossível.

Reconhecer nossas limitações é o passo mais importante na nossa eterna busca pela realização, pelas conquistas, uma a uma.  O conceito “perfeição” é um pleno boicote a nós mesmos.

Muitas vezes, nosso chefe, cônjuge, nossa equipe, todos estão satisfeitos com o sucesso de um projeto ou um encontro, com os resultados obtidos.
Só nós continuamos julgando imperfeitos os tais resultados atingidos.
E isso não é saudável.  Essa eterna busca pela perfeição é o pior inimigo da realização.

Minha mãe aos 90 anos fazia aula de escultura, coisa que nunca tinha feito antes.  Achei uma boa forma dela ter uma atividade criativa para que continuasse a usar o cérebro o mais possível.

Ela não tinha o constrangimento que é sempre uma das características de quem não sabe, ou acha que não sabe.  Mas tinha criatividade nata.
Criava e executava esculturas belíssimas, pois não havia se prendido a censura de quem está sempre consciente de suas limitações.  Ela não se preocupava com o que não sabia.  Aprendia ao fazer.

E fez muitas e lindas obras, que mandei fundir em bronze, e que guardarei por toda a minha vida.  São perfeitas aos meus olhos.
Vamos lutar, sim, pela perfeição em tudo o que pudermos realizar, mas sem deixar que a eterna busca pela ilusão da perfeição nos cegue a ponto de nunca chegarmos ao resultado satisfatório de uma realização.

Analisemos com cuidado, claro, mas sem obsessão, para evitarmos um sofrimento desnecessário.
O termo perfeição já significa “sem defeito”.  Isso, sabemos, não existe em ninguém.

Mas existe na natureza, nas flores, nos animais, na beleza pura de uma criança.
Podemos sim, buscar a perfeição no nosso sentimento de bondade, de compreensão, de caridade humana.

By Amanda Delboni

O Dicionário das Mulheres Interessantes



Se eu tivesse que escolher uma palavra – apenas uma – para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria de quatro sílabas : descomplicar.
Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho.
Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos e merecemos ter.
Mas, há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna: Amizade, por exemplo.
Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia) nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano.
E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a convivência com as amigas, ir ao cinema com aquelas que gostam dos mesmos filmes que a gente, sair sem hora para voltar, compartilhar uma bebida e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes – isso sim faz bem para a pele. Para a alma, então, nem se fala.
Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar.
É, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que tem estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e silêncio.
Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês ou uma vez por dia, não importa, e a ficar em silencio.
Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.
Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir. Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de mulher mal-humorada.
Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga engraçada, faça qualquer coisa, mas ria.
O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.
Quanto a palavra dieta, cuidado: mulheres que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias. 
Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista.
Nas mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar da sua salada de alface e seu chá verde sozinha.
O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites.
Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil.
Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni.
Mulheres reais são mulheres imperfeitas. E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres.
Viver não é, e nunca foi, fácil, mas quando se elimina o excesso de peso da bagagem, e a busca da perfeição pesa toneladas, a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.
Artigo de Leila Ferreira

A Hora do Sim

O casamento de Giovana Reichert e Rafael Mancini.


A beleza e juventude da noiva Giovana Reichert, enriqueceu esta minha criação inspirada nos anos 1920 - Vestido em renda Francesa da região de Dentelhes de Calais. E impossível esconder a alta carga de fetiche da renda.




A cerimônia começou na capela do Buffet Quinta da Cantareira. Com um visual de encher os olhos e charme aconchegante e despretensioso.



Na passarela, velas e  pétalas de rosas transformou a capela em  um cenário para  fotos  inesquecíveis.
Enzo, filho de Giovana, comandou o quinteto de daminhas.




Depois da cerimônia, os convidados partiram para a  recepção, que teve como cenário moveis rústicos e uma profusão de velas que dava um toque campestre no meio de todo o verde da região.


A mesa de doces foi o ponto alto da decoração assinada por Marilene Hannud. Na mesa, o amarelo e o branco estavam presentes nas chuvas-de-ouro, orquídeas brancas  e margaridas, dando um toque de charme e requinte.


 
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